quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"Subir pelo lado que desce"*


Dia Mundial de Luta contra a Aids
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1o. de dezembro, foi instituído pela Assembleia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU). No ano seguinte, 1988, o Brasil aderiu à campanha, através de uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde. O dia 1o. de dezembro é uma data simbólica que serve como um alerta sobre a Aids, com o objetivo de mobilizar a população acerca da doença e convidar todos a repensarem suas atitudes com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. Portanto, as atividades desenvolvidas nesse mês visam divulgar mensagens de solidariedade, tolerância, compaixão, compreensão, esperança e prevenção, além de incentivar novos compromissos com essa luta. 

Por que o laço vermelho?
O laço vermelho é o símbolo internacional de consciência sobre HIV e Aids, visto como esperança, apoio, solidariedade e comprometimento na luta contra a Aids. Foi criado em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte de Nova York, que queria homenagear amigos e colegas que tinham morrido ou estavam morrendo de Aids. 
 
HIV/Aids
A Aids é causada pelo vírus HIV, mas ser HIV positivo não é o mesmo que ter Aids. A Aids é um estágio mais avançada da doença, quando o sistema imunológico está bastante baqueado, ficando sujeito a doenças oportunistas, tais como a pneumonia. Por esse motivo, morre-se, não pela Aids por si só, mas por complicações geradas por essas outras doenças. Atualmente, a Aids não tem cura, um dos motivos pelos quais é tão importante proteger-se, tratar-se e acabar com o preconceito. 
 
Faça sua parte!
Faça o teste; previna-se; caso tenha HIV, cuide-se e tome os medicamentos. Supere os preconceitos, seja solidário, repeite, converse sobre, tire suas dúvidas. É importante frisar que a pessoa com HIV/Aids tem direito de levar uma vida igual à de todos, e que o convívio social melhora a qualidade de vida. O HIV não é transmitido por abraço, um aperto de mão e nem por beijo, mas principalmente por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e objetos cortantes, e pela amamentação. 

E a Biblioterapia?
*Título emprestado de uma crônica de Lya Luft no livro “Pensar é transgredir”.
A seguir, um trecho da crônica em questão, para reflexão:

“'Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce.' (…)
Poucas vezes me deram um símbolo tão adequado para a vida, sobretudo naqueles períodos difíceis em que até pensar em sair da cama dá vontade de desistir. Tudo o que a gente queria era cobrir a cabeça e dormir, sem pensar em nada, fingindo que não estamos nem aí... (…)
A escada rolante nos chama para o fundo: não dou mais um passo, não luto, não me sacrifico mais. Pra que mudar, se a maior parte das pessoas nem pensa nisso e vive do mesmo jeito, e do mesmo jeito vai morrer?
Não vive (nem morrerá) do mesmo jeito. Porque só nessa batalha consigo mesmo, percebendo engodos e superando barreiras, a gente também pode saborear a vida. Que até nos surpreende quando não se esperava, oferecendo-nos novos caminhos e novos desafios. (...)”
(LUFT, Lya. Subir pelo lado que desce. In: Pensar é transgredir. 3 ed. Rio de Janeiro: Record, 2004.)

Para saber mais:

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